Petrobrás aprova mecanismo que pode manter preço da gasolina estável por até 15 dias nas refinarias
Publicado em 10/09/2018 , por Fernanda Nunes
Desde julho do ano passado, alterações no valor eram diárias; a mudança nos intervalos não vai interferir no tamanho dos reajustes
RIO - A Petrobrás anunciou nesta quinta-feira, 6, a terceira alteração na sua política de reajuste do preço da gasolina desde que passou a acompanhar o mercado internacional, em outubro de 2016. O valor do litro na refinaria poderá ficar congelado por até 15 dias, em vez de sofrer alterações diárias, como acontecia desde julho do ano passado. Para evitar prejuízos, a empresa vai recorrer a instrumentos financeiros de proteção – a compra de derivativos de gasolina na Bolsa de Nova York e o hedge cambial no Brasil.
Com os derivativos, se previne das oscilações de preços do combustível enquanto mantém os seus preços inalterados. Assim, ainda que perca dinheiro por alguns dias por não reajustar a gasolina enquanto a commodity sobe no mercado externo, ganha com os derivativos na mesma proporção. No final das contas, o saldo entre perdas e ganhos é nulo, e o cliente é beneficiado por não ter que lidar com as variações diárias do preço.
“Devido aos volumes desse mercado, o máximo que a gente consegue ter eficiência financeira é em períodos de até 15 dias (de manutenção do preço). Não será a cada 15 dias (que os reajustes vão acontecer). Serão períodos que vão variar. Podem ser de cinco, seis, sete, oito dias...”, afirmou o diretor Financeiro da estatal, Rafael Grisolia, em coletiva de imprensa para detalhar o novo mecanismo de precificação da gasolina.
Já nesta quinta-feira a estatal informou o preço da gasolina que passará a valer a partir de amanhã, de R$ 2,2069 por litro, o mesmo dos dois últimos dias, o que significa uma estabilidade de pelo menos três dias.
As mudanças não vão interferir, porém, no tamanho dos reajustes que a Petrobrás vai aplicar daqui para frente. As altas da commodity no mercado internacional continuarão sendo repassadas aos clientes. Só mudam os prazos. “O que essa ferramenta está tirando é a volatilidade. O delta (de variação de preço) ao final dos períodos se mantém”, disse o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino.
Portanto, o consumidor continuará pagando nos postos um valor equivalente ao cobrado no mercado internacional, mas vai sentir menos esses repasses, porque só vão acontecer de tempos em tempos, dentro de um limite de 15 dias. A política de paridade internacional está mantida, reforçaram os diretores da Petrobrás.
As revisões frequentes dos preços da Petrobras motivaram a paralisação dos caminhoneiros no fim de maio deste ano. Em meio aos desgastes políticos da greve, o então presidente da estatal, Pedro Parente, pediu demissão e foi substituído pelo diretor Financeiro, Ivan Monteiro, que hoje dirige a companhia.
Questionados se a utilização das novas ferramentas financeiras está relacionada à proximidade das eleições e aos rumores de nova paralisação dos caminhoneiros, os diretores da estatal não chegaram a negar. Mas afirmaram que a medida já vinha sendo analisada há muito tempo.
“Estudamos e vimos que o uso dessa ferramenta traz os elementos que vão dar boa posição competitiva para a Petrobrás e mantém, por meio de uso de instrumento financeiro, a sua política de precificação diária alinhada aos preços internacionais”, argumentou Celestino.
Fonte: Estadão - 06/09/2018
Notícias
- 19/01/2026 Planilhas e apps gratuitos para controlar os gastos mensais
- Preço do etanol sobe em 19 estados, aponta ANP
- Caixa começa a pagar Bolsa Família de janeiro nesta segunda-feira
- Defasagem da tabela do Imposto de Renda chega a 157% em 2025, calcula Sindifisco
- Nova regra da CNH derruba preços e faz autoescolas venderem pacotes por cerca de R$ 300
- Agência de turismo não poderá reter taxa de serviço após cancelamento de viagem
- FGC: dos 800 mil credores do Master, 569 mil pedidos de ressarcimento já foram registrados
- Focus: projeção de inflação para 2026 recua a 4,02%; PIB e dólar mantêm estabilidade
- Cuidado com golpes em falsos leilões, telefonemas, mensagens e sites
- O que vale mais a pena: comprar imóvel ou alugar e investir?
- Haddad defende que BC fiscalize fundos em vez da CVM em meio ao caso Master
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
