Fiscal apontado pela polícia como chefe de esquema negocia delação
Publicado em 06/04/2017 , por BELA MEGALE
O fiscal agropecuário Daniel Gonçalves Filho, preso há mais de 20 dias pela Operação Carne Fraca e apontado como líder de um esquema de corrupção na fiscalização de frigoríficos, decidiu fazer acordo de delação com o Ministério Público Federal.
No fim da semana passada, Gonçalves Filho já havia sido transferido do presídio da região metropolitana de Curitiba em que estava para a sede da Polícia Federal, onde ficam presos que negociam ou já fecharam acordos de colaboração com as autoridades.
Se houver acordo, ele será o primeiro investigado a fechar delação após a deflagração da primeira fase da Carne Fraca, em 17 de março.
Pessoas informadas sobre as investigações têm a expectativa de que o fiscal faça revelações sobre políticos do PMDB vinculados ao agronegócio e empresários do ramo. Ainda não houve reuniões entre ele e os procuradores.
O advogado Jorge Vicente Silva, que assumiu a defesa de Gonçalves Filho a partir desta terça, afirmou não ter informações sobre a negociação de delação. "Não tenho essa situação ainda. Nem me reuni direito com Daniel e a família dele", disse à Folha.
Ronaldo Sousa Troncha, ex-assessor do deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR), disse em depoimento à PF que o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, também do PMDB do Paraná, fez parte do grupo de deputados que participaram da indicação de Gonçalves Filho para o posto de superintendente do Ministério da Agricultura no Estado.
Gonçalves Filho foi nomeado em 2007 e exonerado em 2016. Na época da nomeação, Serraglio era deputado federal. A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) disse que, no período em que comandou o Ministério da Agricultura (2015-2016), foi pressionada por dois deputados do PMDB para não demitir o fiscal. Depois, disse que os deputados que a pressionaram foram Serraglio e Souza.
A assessoria de Serraglio afirmou que ele não fez pressões sobre a senadora em favor do fiscal nem participou da indicação de Gonçalves Filho. O ministro da Justiça atribuiu a indicação do fiscal ao deputado Moacir Michelletto (PMDB-PR), morto em 2012.
FAMÍLIA
Desde a deflagração da operação, Gonçalves Filho vem sendo pressionado pela família para fechar acordo de delação, segundo pessoas próximas a ele. O motivo é o envolvimento de sua mulher e dos filhos nas fraudes e ilicitudes investigadas pela PF.
A mulher dele, Alice Mitico Gonçalves, e o filho Rafael Nojiri Gonçalves foram presos temporariamente na primeira fase da Carne Fraca. A filha Laís Gonçalves foi levada coercitivamente para depor.
Na época da prisão, seu advogado disse que era "um exagero" apontar o fiscal como chefe de uma organização criminosa e que a investigação tinha origem em acusações de um antigo desafeto.
Fonte: Folha Online - 05/04/2017
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