<
Voltar para notícias
1768
pessoas já leram essa notícia
Ponto de Vista: Cartão de crédito pode ser um sonho ou um pesadelo
Publicado em 09/09/2016 , por Gilberto Braga
Exatamente aí, mora o perigo do cartão de crédito, quando se gasta demais, além do que o orçamento mensal permite
Rio - Participei de um programa de TV, de reportagem sobre os juros do cartão de crédito. Trata-se de um assunto recorrente, que sempre assusta muita gente boa, desprevenida e até mesmo despreparada e sem muita intimidade com a matemática.
Inicialmente deve-se afirmar que comprar com o cartão de crédito não é necessariamente ruim e pode ser até vantajoso, para quem sabe controlar as despesas.
O cartão permite fazer gastos sem ter o dinheiro no momento, tendo até 40 dias para pagar. Proporciona andar com pouco dinheiro em espécie no bolso, diminuindo o risco de assaltos, furtos e perdas. Em caso de uso indevido do cartão, fraude e furto tem seguro para evitar o prejuízo. Dependendo da operação, pode-se parcelar uma compra em várias vezes sem juros. Por fim, os gastos também podem ser usados em programas de recompensas e trocados por viagens e brindes.
Do outro lado, há as operadoras, que ganham um percentual de tudo que é gasto, em média 2% a 4%, que é descontado do pagamento do beneficiário (lojista, por exemplo). Recebem a cobrança de uma taxa de anuidade do cliente, oferecendo outros serviços que podem ser pagos com o cartão, como seguros e pacotes de viagens; e, por fim, cobram juros altíssimos quando o cliente não quita integralmente a fatura no vencimento
Exatamente aí, mora o perigo do cartão de crédito, quando se gasta demais, além do que o orçamento mensal permite. Como é possível fazer apenas o pagamento mínimo e sem quitar toda a dívida, sobre o saldo transferido para o mês seguinte se cobra hoje, em média, juros de 15,21% ao mês, provocando o chamando efeito bola de neve (aplicação de juros sobre juros).
Esse juros são muitos altos porque não há garantia de pagamento para o credor. É diferente dos juros do financiamento do carro ou da casa própria, que são bem mais baixos, porque o próprio bem, em último recurso, pode ser utilizado para quitar a dívida. No caso do cartão, trata-se de uma despesa de consumo genérico, sem aprovação prévia do cartão.
Muita gente trabalhadora e honesta tem dificuldade com o cartão de crédito, a maioria não é caloteira. Fez uma despesa de impulso, usou em uma emergência, perdeu o emprego, esqueceu de anotar gasto e por aí vai.
Nessas situações, a dica é parar de gastar, cancelar provisoriamente o cartão e refinanciar a dívida (transformando em empréstimo bancário convencional) em parcelas alongadas (mais prazo) e valor baixo (que caiba no salário mensal).
Gilberto Braga é professor de Finanças do Ibmec e da Fundação Dom Cabral
Rio - Participei de um programa de TV, de reportagem sobre os juros do cartão de crédito. Trata-se de um assunto recorrente, que sempre assusta muita gente boa, desprevenida e até mesmo despreparada e sem muita intimidade com a matemática.
Inicialmente deve-se afirmar que comprar com o cartão de crédito não é necessariamente ruim e pode ser até vantajoso, para quem sabe controlar as despesas.
O cartão permite fazer gastos sem ter o dinheiro no momento, tendo até 40 dias para pagar. Proporciona andar com pouco dinheiro em espécie no bolso, diminuindo o risco de assaltos, furtos e perdas. Em caso de uso indevido do cartão, fraude e furto tem seguro para evitar o prejuízo. Dependendo da operação, pode-se parcelar uma compra em várias vezes sem juros. Por fim, os gastos também podem ser usados em programas de recompensas e trocados por viagens e brindes.
Do outro lado, há as operadoras, que ganham um percentual de tudo que é gasto, em média 2% a 4%, que é descontado do pagamento do beneficiário (lojista, por exemplo). Recebem a cobrança de uma taxa de anuidade do cliente, oferecendo outros serviços que podem ser pagos com o cartão, como seguros e pacotes de viagens; e, por fim, cobram juros altíssimos quando o cliente não quita integralmente a fatura no vencimento
Exatamente aí, mora o perigo do cartão de crédito, quando se gasta demais, além do que o orçamento mensal permite. Como é possível fazer apenas o pagamento mínimo e sem quitar toda a dívida, sobre o saldo transferido para o mês seguinte se cobra hoje, em média, juros de 15,21% ao mês, provocando o chamando efeito bola de neve (aplicação de juros sobre juros).
Esse juros são muitos altos porque não há garantia de pagamento para o credor. É diferente dos juros do financiamento do carro ou da casa própria, que são bem mais baixos, porque o próprio bem, em último recurso, pode ser utilizado para quitar a dívida. No caso do cartão, trata-se de uma despesa de consumo genérico, sem aprovação prévia do cartão.
Muita gente trabalhadora e honesta tem dificuldade com o cartão de crédito, a maioria não é caloteira. Fez uma despesa de impulso, usou em uma emergência, perdeu o emprego, esqueceu de anotar gasto e por aí vai.
Nessas situações, a dica é parar de gastar, cancelar provisoriamente o cartão e refinanciar a dívida (transformando em empréstimo bancário convencional) em parcelas alongadas (mais prazo) e valor baixo (que caiba no salário mensal).
Gilberto Braga é professor de Finanças do Ibmec e da Fundação Dom Cabral
Fonte: O Dia Online - 08/09/2016
1768
pessoas já leram essa notícia
Notícias
- 19/01/2026 Planilhas e apps gratuitos para controlar os gastos mensais
- Preço do etanol sobe em 19 estados, aponta ANP
- Caixa começa a pagar Bolsa Família de janeiro nesta segunda-feira
- Defasagem da tabela do Imposto de Renda chega a 157% em 2025, calcula Sindifisco
- Nova regra da CNH derruba preços e faz autoescolas venderem pacotes por cerca de R$ 300
- Agência de turismo não poderá reter taxa de serviço após cancelamento de viagem
- FGC: dos 800 mil credores do Master, 569 mil pedidos de ressarcimento já foram registrados
- Focus: projeção de inflação para 2026 recua a 4,02%; PIB e dólar mantêm estabilidade
- Cuidado com golpes em falsos leilões, telefonemas, mensagens e sites
- O que vale mais a pena: comprar imóvel ou alugar e investir?
- Haddad defende que BC fiscalize fundos em vez da CVM em meio ao caso Master
Perguntas e Respostas
- Quanto tempo o nome fica cadastrado no SPC, SERASA e SCPC?
- A consulta ao SPC, SERASA ou SCPC é gratuita?
- Saiba quais os bens não podem ser penhorados para pagar dívidas
- Após quantos dias de atraso o credor pode inserir o nome do consumidor no SPC ou SERASA?
- Protesto de dívida prescrita é ilegal e dá direito a indenização por danos morais
- Como consultar SPC, SERASA ou SCPC?
- ACORDO - Em caso de acordo, após o pagamento da primeira parcela o credor é obrigado a tirar o nome do devedor dos cadastros de SPC e SERASA ou pode mantê-lo cadastrado até o pagamento da última parcela?
- CHEQUE – Não encontro à pessoa para qual passei um cheque que voltou por falta de fundos. O que posso fazer para pagar este cheque e regularizar minha situação?
- Problemas com dívidas? Dicas para você não entrar em desespero
- PROTESTO - Qual o prazo para o protesto de um cheque, nota promissória ou duplicata? O protesto renova o prazo de prescrição ou de inscrição no SPC e SERASA?
- Cartão de Crédito: Procedimentos em caso de perda, roubo ou clonagem
- O que o consumidor pode fazer quando seu nome continua incluído na SERASA ou no SPC após o pagamento de uma dívida ou depois de 5 anos?
- Posso ser preso por dívidas ?
- SPC e SERASA, como saber se seu nome está inscrito?
- Acordo – Paga a primeira parcela nome deve ser excluído dos cadastros negativos (SPC, SERASA, etc)
