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Nível de impostos é elevado para 87% dos brasileiros, diz pesquisa
Publicado em 13/07/2016 , por Idiana Tomazelli
Levantamento da CNI mostra que, em vez de elevar tributos, os brasileiros acreditam que o governo federal deveria cortar gastos e melhorar a gestão dos recursos
Em vez de elevar tributos, os brasileiros acreditam que o governo federal deveria cortar gastos e melhorar a gestão dos recursos para oferecer serviços de qualidade para a população, segundo a pesquisa "Retratos da Sociedade Brasileira - Serviços Públicos, tributação e gasto do governo", realizada pelo Ibope Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para 87%, o nível dos impostos já é alto ou muito alto dada a qualidade dos serviços públicos oferecidos à sociedade.
A pesquisa aponta que 90% dos brasileiros consideram que a qualidade dos serviços públicos deveria ser melhor diante do valor dos impostos cobrados hoje. Esse porcentual vem crescendo nos últimos anos: em 2010, eram 81%, e em 2013, 83%.
Entre os serviços públicos, nenhum obteve avaliação positiva dos brasileiros (acima de 50 pontos). Saúde e segurança pública, apesar de terem melhorado em relação a 2013, receberam as piores notas, com 20 pontos e 22 pontos, respectivamente.
O levantamento mostra ainda que 81% dos brasileiros acreditam que o governo já arrecada muito e não precisa aumentar mais os impostos para aprimorar os serviços públicos. A coleta de dados para a pesquisa ocorreu entre os dias 17 e 20 de março e ouviu 2.002 entrevistados em 143 municípios.
Quando o assunto é manter serviços sociais como saúde, educação e segurança pública, 60% dos brasileiros discordam de aumentos de impostos, enquanto 36% concordam total ou parcialmente. Em 2013, a discordância da afirmação era bem maior e atingia 86% da população. Apenas 10% aceitavam essa alternativa à época.
Os brasileiros não só consideram que o nível de impostos é elevado como também avaliam que subiram nos últimos anos. Para 83%, os impostos estão aumentando muito, e outros 11% acham que estão subindo um pouco.
Gastos públicos. A pesquisa aponta ainda que 85% dos brasileiros acham que os gastos públicos aumentaram ou aumentaram muito nos últimos anos. Quando informados sobre os déficits orçamentários verificados em 2014 e 2015, 80% da população opina que o governo deve reduzir os gastos atuais. Outros 15% defendem que o patamar de despesas seja mantido.
Para os brasileiros que afirmam que o governo deve manter os gastos atuais, foram apresentadas três opções para estabilizar as contas públicas: aumento da dívida pública (preferência de 12%), criação de novos impostos (17%) e venda concessão de bens e empresas públicas para a iniciativa privada (42%). Outros 30% não souberam ou não quiseram responder.
"É importante destacar que apesar de essas medidas mitigarem o problema enfrentado nas contas públicas brasileiras, elas não o resolvem no longo prazo, pois os gastos públicos no Brasil vêm crescendo a uma taxa superior ao crescimento da economia nos últimos 20 anos", destacou a CNI.
Já para os que defenderam o corte de gastos, deveriam entrar na mira do governo o custeio da máquina pública (32%), os salários de funcionários públicos (22%) e os programas sociais (11%).
Em vez de elevar tributos, os brasileiros acreditam que o governo federal deveria cortar gastos e melhorar a gestão dos recursos para oferecer serviços de qualidade para a população, segundo a pesquisa "Retratos da Sociedade Brasileira - Serviços Públicos, tributação e gasto do governo", realizada pelo Ibope Inteligência para a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para 87%, o nível dos impostos já é alto ou muito alto dada a qualidade dos serviços públicos oferecidos à sociedade.
A pesquisa aponta que 90% dos brasileiros consideram que a qualidade dos serviços públicos deveria ser melhor diante do valor dos impostos cobrados hoje. Esse porcentual vem crescendo nos últimos anos: em 2010, eram 81%, e em 2013, 83%.
Entre os serviços públicos, nenhum obteve avaliação positiva dos brasileiros (acima de 50 pontos). Saúde e segurança pública, apesar de terem melhorado em relação a 2013, receberam as piores notas, com 20 pontos e 22 pontos, respectivamente.
O levantamento mostra ainda que 81% dos brasileiros acreditam que o governo já arrecada muito e não precisa aumentar mais os impostos para aprimorar os serviços públicos. A coleta de dados para a pesquisa ocorreu entre os dias 17 e 20 de março e ouviu 2.002 entrevistados em 143 municípios.
Quando o assunto é manter serviços sociais como saúde, educação e segurança pública, 60% dos brasileiros discordam de aumentos de impostos, enquanto 36% concordam total ou parcialmente. Em 2013, a discordância da afirmação era bem maior e atingia 86% da população. Apenas 10% aceitavam essa alternativa à época.
Os brasileiros não só consideram que o nível de impostos é elevado como também avaliam que subiram nos últimos anos. Para 83%, os impostos estão aumentando muito, e outros 11% acham que estão subindo um pouco.
Gastos públicos. A pesquisa aponta ainda que 85% dos brasileiros acham que os gastos públicos aumentaram ou aumentaram muito nos últimos anos. Quando informados sobre os déficits orçamentários verificados em 2014 e 2015, 80% da população opina que o governo deve reduzir os gastos atuais. Outros 15% defendem que o patamar de despesas seja mantido.
Para os brasileiros que afirmam que o governo deve manter os gastos atuais, foram apresentadas três opções para estabilizar as contas públicas: aumento da dívida pública (preferência de 12%), criação de novos impostos (17%) e venda concessão de bens e empresas públicas para a iniciativa privada (42%). Outros 30% não souberam ou não quiseram responder.
"É importante destacar que apesar de essas medidas mitigarem o problema enfrentado nas contas públicas brasileiras, elas não o resolvem no longo prazo, pois os gastos públicos no Brasil vêm crescendo a uma taxa superior ao crescimento da economia nos últimos 20 anos", destacou a CNI.
Já para os que defenderam o corte de gastos, deveriam entrar na mira do governo o custeio da máquina pública (32%), os salários de funcionários públicos (22%) e os programas sociais (11%).
Fonte: Estadão - 12/07/2016
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