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Consumo no Brasil piora com ou sem Dilma no cargo, dizem analistas
Publicado em 18/04/2016 , por MARIANA CARNEIRO
As análises de que o cenário econômico pode ser diferente dependendo do destino da presidente Dilma Rousseff são majoritárias, mas não unânimes.
Para economistas como José Francisco de Lima Gonçalves, do banco Fator, e André Perfeito, da corretora Gradual, a previsão –principalmente para o PIB– muda pouco com Temer ou com Dilma.
"Não há tempo para mudar, o quadro já está dado", diz Gonçalves, para quem a economia afundará numa recessão de 4% neste ano e não crescerá em 2017, com ou sem Dilma no poder.
"Não há como recuperar o consumo rapidamente. Há uma inércia provocada pela piora no mercado de trabalho", diz o economista-chefe do Fator.
As decisões de investimento, acrescenta ele, já foram tomadas, e, em meio a um quadro de baixa demanda, não é possível imaginar que saiam projetos que aumentam a capacidade de produção.
A inflação já está desacelerando, independentemente da política, com os preços sendo influenciados pela força da recessão.
Porém, a queda da cotação do dólar –que tende a se aprofundar caso Dilma saia– pode ajudar esse processo.
Com o dólar abaixo de R$ 3,60 (cenário de Gonçalves em um eventual governo Temer), a inflação poderia recuar para 6% neste ano –inferior à projeção sob Dilma (7,2%).
Com uma inflação menor, haveria redução das taxas de juros de longo prazo, acrescenta André Perfeito, economista-chefe da corretora Gradual.
Isso contribuiria para a diminuição das despesas em juros do governo, mas nenhum esforço extra deveria ser esperado pelo lado fiscal sob Temer.
"É difícil imaginar que o governo Temer faça um ajuste fiscal em meio a uma crise e em ano eleitoral", diz o economista.
Outro fator lembrado por Perfeito é a elevação da taxa de juros pelo Fed (banco central americano) no fim deste ano. A alta da taxa tende a atrair recursos para os EUA, com consequente diminuição de investimentos em mercados emergentes como o Brasil.
"O real vai se desvalorizar no fim do ano com ou sem Dilma."
Para economistas como José Francisco de Lima Gonçalves, do banco Fator, e André Perfeito, da corretora Gradual, a previsão –principalmente para o PIB– muda pouco com Temer ou com Dilma.
"Não há tempo para mudar, o quadro já está dado", diz Gonçalves, para quem a economia afundará numa recessão de 4% neste ano e não crescerá em 2017, com ou sem Dilma no poder.
"Não há como recuperar o consumo rapidamente. Há uma inércia provocada pela piora no mercado de trabalho", diz o economista-chefe do Fator.
As decisões de investimento, acrescenta ele, já foram tomadas, e, em meio a um quadro de baixa demanda, não é possível imaginar que saiam projetos que aumentam a capacidade de produção.
A inflação já está desacelerando, independentemente da política, com os preços sendo influenciados pela força da recessão.
Porém, a queda da cotação do dólar –que tende a se aprofundar caso Dilma saia– pode ajudar esse processo.
Com o dólar abaixo de R$ 3,60 (cenário de Gonçalves em um eventual governo Temer), a inflação poderia recuar para 6% neste ano –inferior à projeção sob Dilma (7,2%).
Com uma inflação menor, haveria redução das taxas de juros de longo prazo, acrescenta André Perfeito, economista-chefe da corretora Gradual.
Isso contribuiria para a diminuição das despesas em juros do governo, mas nenhum esforço extra deveria ser esperado pelo lado fiscal sob Temer.
"É difícil imaginar que o governo Temer faça um ajuste fiscal em meio a uma crise e em ano eleitoral", diz o economista.
Outro fator lembrado por Perfeito é a elevação da taxa de juros pelo Fed (banco central americano) no fim deste ano. A alta da taxa tende a atrair recursos para os EUA, com consequente diminuição de investimentos em mercados emergentes como o Brasil.
"O real vai se desvalorizar no fim do ano com ou sem Dilma."
Fonte: Folha Online - 17/04/2016
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